Rangel garante que ativista portuguesa detida na Líbia está "de boa saúde"
O ministro dos Negócios Estrangeiros revela que a cidadã portuguesa que está detida na Líbia está "de boa saúde".
As autoridades portuguesas já conseguiram entrar em contacto com a ativista que está detida desde o final de maio, acusada de manifestação. Ana Margarida foi detida enquanto participava num comboio humanitário com destino a Gaza.
O julgamento por "crime de manifestação" pode demorar semanas. Apesar de estar "em baixo" a portuguesa está de "boa saúde", como confirmou o líder da diplomacia portuguesa, à margem de um evento com o ministro saudita dos Negócios Estrangeiros.
"Hoje mesmo [as autoridades consulares portuguesas] estiveram com a cidadã Ana Margarida e encontraram-na de boa saúde física. Obviamente que, do ponto de vista psicológico, é uma situação muito difícil porque ela continua detida a aguardar julgamento, algo que ainda pode demorar algumas semanas, por um suposto crime de manifestação", revelou Paulo Rangel à imprensa, à margem de um encontro com o homólogo da Arábia Saudita, no Palácio das Necessidades.
A ativista portuguesa participava num comboio humanitário com destino à Faixa de Gaza e foi detida, juntamente com cidadãos de outras nacionalidades, quando tentava passar a fronteira da Líbia para o Egito.
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) adiantou que a situação da cidadã portuguesa tem preocupado o Governo "desde o início" e que o ministério tem acompanhado o assunto com contactos diários com a embaixada portuguesa em Tunes (Tunísia) - Portugal não tem embaixada na Líbia.
"A situação do ponto de vista da saúde física é boa. Obviamente que, do ponto de vista anímico, uma pessoa que está nesta situação tão complexa, obviamente que tem de estar um pouco em baixo. Isso é compreensível", referiu Paulo Rangel, adiantando que o Governo tem estado "sempre em contacto com a família".
Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, "toda a União Europeia está a fazer uma pressão grande para a libertação dos cidadãos".
"É uma situação difícil, mas que até agora não teve consequências mais graves do que estas, que são só por si graves, mas a garantia de que [a portuguesa] está bem de saúde é para nós e para a família obviamente já algo que é importante", sublinhou.
Rangel disse ter esperança de que "num prazo razoável" seja possível "ter boas notícias e que esta cidadã possa de novo reencontrar a sua família e sair de uma situação que é obviamente penosa".
C/Lusa